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Mike Johnson
9/10/2023 15:00
8 minutos

Após clima de hostilidade, declarações conciliatórias de Washington acalmam investidores e elevam o otimismo no Brasil — mas até quando dura a trégua no conflito EUA China?

Washington adota tom conciliatório e alivia tensões globais nas relações sino-americanas.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o país “não deseja intensificar o conflito com a China”, suavizando o clima de apreensão instalado desde a escalada iniciada pelo presidente Trump na sexta-feira passada. “Os Estados Unidos estão abertos ao diálogo com Xi Jinping e querem auxiliar a China, não prejudicá-la”, declarou Bessent à CNBC. Esse posicionamento destoa do tom hostil das últimas semanas de rivalidade China Estados Unidos e contribuiu para a recuperação dos mercados globais, principalmente diante da recente guerra econômica.

  • O Ibovespa subiu 0,70%, encerrando nos 141.678 pontos, refletindo o alívio dos investidores quanto às tensões EUA China.
  • O dólar recuou 0,13% frente ao real, cotado a R$ 5,4624.
  • O ambiente de menor tensão internacional também beneficiou as bolsas europeias e asiáticas, após semanas de disputas em torno de tarifas comerciais.

Para Leonardo Santana, sócio da Top Gain, as mensagens de trégua “foram vistas como sinal de possível consenso, fundamental para o Brasil devido à importância comercial da China” — especialmente para setores como o de minério de ferro, que depende da segunda maior economia mundial.

Setores de varejo e consumo puxam alta em meio a dados do IBGE e incertezas sobre negociações bilaterais.

Setores de varejo e consumo puxam alta em meio a dados do IBGE e incertezas sobre negociações bilaterais.

Dados do IBGE mostraram crescimento de 0,2% no volume restrito do comércio varejista em agosto, interrompendo quatro meses seguidos de queda. O movimento animou as negociações das principais varejistas na bolsa, com destaque para Assaí (+6,23%) e RD Saúde (+4,91%).

  • O Banco do Brasil, por outro lado, destoou dos pares e teve queda, em razão de especulações sobre empréstimos conjuntos à estatal.
  • Entre as blue chips, Vale (+1,92%) acompanhou a alta do minério no exterior; Eletrobras avançou com a notícia da venda da Eletronuclear.

Segundo o Banco Central, “os números robustos do varejo indicam atividade aquecida, limitando espaço para novos cortes nos juros”. O cenário sugere ao Copom um ritmo mais cauteloso no afrouxamento monetário devido à instabilidade causada pelas medidas comerciais EUA e ao protecionismo comercial dos grandes players globais.

Mercado brasileiro se fortalece, mas cautela persiste sobre política de juros frente à disputa comercial.

Mercado brasileiro se fortalece, mas cautela persiste sobre política de juros frente à disputa comercial.

“Apesar de preocupações fiscais, o Ibovespa segue próximo das máximas históricas, sustentado por otimismo externo e expectativa de cortes nos juros dos EUA”, avalia Santana. O investidor, porém, já antecipa que o Copom brasileiro deve postergar reduções na Selic para 2026, conforme sinalizado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.

  • O dólar, mesmo acumulando alta no mês, já cai 11,61% no ano.
  • A perspectiva é de manutenção do cenário positivo enquanto a relação China-EUA não degringole novamente e não haja nova escalada comercial ou sanções econômicas.
  • Ferramentas como o Valor One ganham relevância ao ajudar investidores a navegar num contexto global ainda volátil, impactado por interesses econômicos China e política externa americana.

Os sinais de otimismo, contudo, exigem olhar crítico: em economia internacional, a estabilidade pode ser passageira — um ponto destacado pelas frequentes idas e vindas diplomáticas de Washington e pela atmosfera de negociações comerciais marcada por dissociação econômica China e interação limitada China EUA.

Conclusão

O mercado financeiro respirou aliviado com o tom pacificador vindo de Washington, que ajudou a conter temores de uma escalada irreversível entre Estados Unidos e China em meio à disputa comercial. A resposta positiva das bolsas — e, no Brasil, do varejo — reflete a relevância dos sinais políticos para a confiança dos investidores diante dos prejuízos econômicos bilaterais que afetam a economia mundial conflito após cada tensão entre governo comunista Pequim e Washington. Ainda assim, como lembra a experiência sociológica, a calmaria pode ser frágil: cada novo capítulo dessa “novela geoeconômica” pode rapidamente reverter as expectativas diante do cenário dos mercados globais China EUA. Fique atento — em política e mercados, o cenário pode mudar de uma hora para outra.

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Mike Johnson
Redator