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De crédito bancário à bolha de IA: temores se acumulam e afetam mercados pelo mundo

Uma possível crise de crédito, ainda que envolvendo players menores em um primeiro momento, poderia contaminar parte relevante do sistema bancário dos EUA

David Brown
4/10/2023 10:00
3 minutos

Após o colapso recente das empresas First Brands Group e da Tricolor Holdings nos Estados Unidos, as perdas divulgadas pelos bancos regionais americanos Zions Bancorp e Western Alliance Bancorp pareceram pequenas — valores na casa de dezenas de milhões, não de bilhões.

Ainda assim, a revelação quase simultânea de supostas fraudes em empréstimos reacendeu em Wall Street o debate sobre se a era do capital abundante e de alto risco está prestes a cobrar seu preço de bancos e instituições não bancárias.

“A preocupação ganhou força após a divulgação de suspeitas de fraudes em empréstimos vinculados a fundos imobiliários problemáticos, o que levou investidores a reduzir a exposição ao setor”, destaca a Ágora Investimentos.

O Zions Bank reportou perdas de US$ 50 milhões, e as ações do Western Alliance caíram 11%, reacendendo discussões sobre a saúde do crédito regional americano, segundo José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos. A perspectiva é de que o mercado siga monitorando o cenário internacional, mas com base sólida no Brasil, há espaço para estabilidade e boas oportunidades, segundo Alfaix.

Uma possível crise de crédito, ainda que envolvendo players menores em um primeiro momento, poderia contaminar parte relevante do sistema bancário dos EUA. Uma parte crescente das carteiras de empréstimos dos bancos está financiando players do mercado privado que avançam sobre o território tradicional de empréstimos comerciais dos bancos.

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David Brown
Redator